VÍTIMAS CONTRATAM DETETIVES PARA CAÇAR CRIMINOSOS NA GRANDE VITÓRIA


Vítimas contratam detetives para caçar criminosos na Grande Vitória

Investigadores particulares, que se dedicavam a casos como traição, agora recebem para solucionar assaltos e assassinatos
Depois de vender uma moto no valor de R$ 22 mil para um comprador, no início deste ano, o proprietário do veículo não conseguiu mais contato com o cliente e precisou da ajuda do detetive particular Scharles Romualdo Quirino para localizá-lo e receber o valor (Foto: Dayana Souza/AT)
Depois de vender uma moto no valor de R$ 22 mil para um comprador, no início deste ano, o proprietário do veículo não conseguiu mais contato com o cliente e precisou da ajuda do detetive particular Scharles Romualdo Quirino para localizá-lo e receber o valor (Foto: Dayana Souza/AT)


Ricardo acordou no hospital, após ser baleado. Mas algo lhe dizia que havia muito mais por trás do crime, já que ele foi atacado por criminosos, estava perto de sua caminhonete e nada foi levado. Ele contratou um detetive particular e o resultado da investigação foi surpreendente: um grande amigo havia encomendado a sua morte. O crime aconteceu na Grande Vitória.

O nome verdadeiro da vítima foi substituído por um fictício para que ela não seja identificada.
Foram dois meses trabalhando em cima do caso até montar o quebra-cabeça, como disse o detetive particular encarregado do caso, que terá o nome mantido em sigilo.

“Ele ficou decepcionado. Era um amigo de frequentar casa. Existia uma dívida que a vítima não tinha dinheiro para pagar. Então o ‘amigo’ mandou matá-lo. Foi uma coleta de dados com o cliente, acompanhamento de suspeitos. Cheguei a ficar frente a frente com o criminoso, o mandante, sem ele saber quem eu era”.
O caso foi entregue à polícia. Mas a procura por detetives particulares tem aumentado na Grande Vitória, pois mesmo sendo registrado em delegacias ou não, as vítimas sentem que os casos estão demorando a ter respostas ou querem uma dedicação a mais para o levantamento de provas.
Para se ter uma ideia, em 2017 furtos e roubos de veículos chegaram 10.788 registros no Estado de acordo com o 12º Anuário de Segurança Pública.
O detetive Nascimento, 45 anos, disse que clientes interessados em recuperar veículos geralmente não têm seguro ou tem apreço pelo bem. A procura é feita em torno de dois dias após o crime.
“Pelas características dos crimes, modelo do veículo, o bairro onde foi atacado dá para traçar possibilidades de destinação final do veículo. Se foi para cometer outro crime, ou para desmanche”.
Segundo profissionais da área, a recuperação de um veículo é cobrado cerca de 15% do valor de mercado do automóvel. De acordo com detetive particular Montenegro, nestes casos, a busca tem sido solicitada tanto por homens, quanto mulheres de 35 a 60 anos. “Também recebemos demanda sobre estelionato, roubo de cargas e outros”.
Conheça a reportagem completa sobre este tema no Jornal A Tribuna desta segunda-feira (15).




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